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A Paixão do Goleiro é a bola

Francisco Carlos da Silva - " Fran "
Publicado em 24 de junho de 2006

Quem mais, além do goleiro, tem a responsabilidade de em 89 minutos dentro de campo ou 39 minutos dentro de quadra ser o Herói do jogo e no minuto final ser o Vilão... Só quem é goleiro sabe o quanto é doloroso e, ao mesmo tempo, gratificante ser goleiro.

É uma posição que exige coragem, agilidade, reflexos e, principalmente, amor, muito amor pela bola. Enquanto os jogadores estão preocupados em agredir a bola, com chutes violentos, nós, goleiros, estamos preocupados em segurá-las, dar-lhes carinho.



Muitas vezes voamos alto e as agarramos junto ao nosso corpo, não importa a velocidade e a força que os atacantes, pivôs, fixos, alas, centroavantes, e tantos outros coloquem na bola rumo a nossas traves, lá estamos, prontos p/ pegar a bola, tratá-la com carinho, dar a atenção que os jogadores muitas vezes não dão.



A relação entre o goleiro e a bola é como a de um pai para com seu filho, enquanto todos procuram chutá-la o goleiro procura defendê-la, dar-lhe proteção.



Em um gesto isolado, o goleiro sofre calado, fica triste, magoado, e muita vezes deprimido quando é vencido e não consegue segurá-la e mesmo sofrendo vai ao fundo das redes e a devolve ao campo, às quadras, na esperança de que ela novamente venha ao seu encontro e ele possa lhe oferecer proteção, possa segurá-la e, nos poucos segundos que pode mantê-la junto ao seu corpo o goleiro e a bola permanecem unidos, como se fizessem parte da mesma matéria, e nestes poucos segundos o goleiro antes de devolvê-la ao jogo lhe transmite com suas mãos, braços e pernas o desejo de que ela volte para ele no próximo lance, não importa se ela virá cheia de veneno, se virá mansa e calma em uma jogada de habilidade ou se virá como uma fera enfurecida com sede de gol, o que importa para o goleiro é que ela venha, que em suas defesas a bola encontre alegria, segurança e possa, pelo menos por alguns segundos, deixar de ser agredida, chutada de um lado para o outro, o que importa é que nestes poucos segundos que a bola está nas mãos do goleiro ela se sinta amada, querida e protegida.



Juntos, o goleiro e a bola, fazem do futebol e do futsal um espetáculo, uma paixão.



Fran - Goleiro de Futsal e Apaixonado pela Bola.





Francisco Carlos da Silva (Fran) tem 34 anos, foi campeão metropolitano em 2003 pelo Internacional ZN, em 2005 Campeão Metropolitano pelo Mogi E.C e convocado para Seleção Paulista de Novos pelo Técnico Amós, em 2006 foi Campeão do Troféu Cidade de São Paulo pela Equipe do Suzano.



 


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