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Leitura de Jogo, Previsões e Analises -
Contrariando o senso comum


Prof. Esp. Marquinhos Xavier - Copagril / PR
Publicado em 10 de outubro de 2009

O que propõe o Adversário:


Talvez uma das tarefas mais difíceis, e que desafia os profissionais. Ter um bom entendimento e ser capaz de ler, prever ações e analisar as estratégias adversárias.

Ao contrario do que prega o senso comum, fazer previsões pode não ser tarefa tão difícil assim, é necessário treinar esta habilidade que muitas vezes só vem com a experiência profissional, ou não.

Desmistificar esta teoria é objetivo desse artigo, baseando-se em algumas abordagens que garantem se não na totalidade, pelo menos parte dela.

Não é tarefa difícil descobrir o que o adversário propõe mais se faz necessário utilizar-se de técnicas de previsão e leitura dos movimentos da equipe em analise, isso pede resultar em “tendências” e características particulares e próprias, levando-se em consideração algumas analises individuais, tais como:

- Perfil do atleta e técnico;

- Predominâncias coletivas;

- Características do jogo (ofensivo/defensivo).

Entre outras observações que podem proporcionar segurança na hora de traçar as estratégias.

O sucesso das analises dependem diretamente de um outro fator importante conhecido como “Filtragem Colaborativa”. Que nada mais é do que a participação de todos os envolvidos.

Estas analises produzem recomendações importantes e auxiliam na relação Atleta/Técnico e vice-versa. Colaborando assim para formação junto ao banco de dados e avaliações correlacionadas.

Esses métodos de recomendações produzem modelos de treinamentos que aproximam a relação de ambos, passando eles, a contribuírem mais com dados relevantes, além de fornecer subsídios importantes na construção do relacionamento pessoal.

Cabe lembrar que o grau de dificuldade do atleta dentro de quadra, é o principal feedback que um Técnico pode ter, mais essas informações precisam serem repassadas muito próximo da realidade, sem que sejam apenas sintomas de dificuldades individuais de desempenho.

A principal analise é em relação ao grau de dificuldade coletiva, observações a cerca do modelo tático do adversário. As questões individuais devem ser analisadas num momento posterior, cabendo ao técnico a realização de trabalhos de correção de movimento tático, ou gestos técnicos individuais.

Quando o atleta percebe que suas informações são valorizadas, ele passa a se interessar mais pela leitura, oferece opiniões importantes e participa muito mais no processo de solução da problemática do jogo.

Assim o Técnico passa a contar com “consultores” a sua inteira disposição, no surgimento de problemas, a ação de buscar soluções rápidas e eficazes são frequentes.

Uma boa razão para justificar este valor, é as inúmeras escolhas para fazer com que as dificuldades não tragam prejuízos as metas, e o poder de distinguir qual a melhor estratégia a ser seguida.

Tomar uma decisão inteligente num ambiente lotado de informações.

Quando a informação é filtrada de maneira transparente, o envolvimento na estratégia tende a ser muito maior pelo próprio método de participação.

Se algumas ações podem serem previstas para obtenção do sucesso, por quê não recomendá-las previamente?

Podemos ajustar sempre as informações para obter variações das teorias e possibilidades de estratégias.

Cada possibilidade de prevenção e estratégia possui margem de erro e acerto. Elas podem serem classificadas quando apresentam equilíbrio, dando margem para um redirecionamento rápido que possibilitem correção.

Unir sempre senso comum a fundamentação teórica do jogo preservando individualidades.

Num limite mais elevado estão as tentativas individuais, assumindo sempre o risco das ações, e tomando decisões isoladas do grupo, buscando apelos desesperados, o que aumenta o grau de exposição e risco, porém necessário muitas vezes em razão da exigência do jogo e/ou situação.

A identificação de padrões técnicos não são matemáticos, mais apresentam alguns padrões lógicos escondidos em tendências técnicas.

Outro ponto de observação de grande relevância é a característica do técnico adversário que contribuem de forma direta ao modelo técnico da sua equipe.

Prever e analisar requer conhecimento abrangente, somente noção especifica são falíveis.

Analise estatística, características regionais, relação pessoal, gestão de equipe entre outras, contribuem diretamente nesse perfil.

Para finalizar o assunto, que requer uma abrangência ainda maior, destaco como fundamental e importante no processo de leitura, as analises do Pré e Pós-jogo.

O ciclo de analise é interligado, a boa analise pós-jogo permite a reconstrução para o próximo compromisso.

Profissionais que de imediato buscam culpados pelo fracasso ou se colocam a frente do êxito, não conseguem construir com segurança a próxima analise, pois tendem a se eximir da culpa e da responsabilidade.

Se traçou uma estratégia no pré-jogo e não funcionou, é tão culpado ou mais. Se não a fez, é o único culpado, pois deu liberdade para o “achismo”, então não pode fazer ponderações sensatas a respeito.

Cabe ao Técnico a função estratégica, seja ela tomada de forma coletiva ou autoritária, a diferença é o comprometimento e o auxilio que recebe quando compartilha idéias com os membros da equipe.

Sem plano de vôo é impossível voar com segurança, por isso varias pessoas são envolvidas nele, não apenas o comandante.

Compartilhe idéias, receba as informações, encoraje seu atleta, transmita segurança e avalie com bom senso os resultados, só assim poderá contar com o apoio de todos e poderá formatar uma boa leitura de jogo, uma previsão segura e uma analise coerente.
 


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