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Só a Independência da Mente gera Independência Econômica

Prof. Luiz Machado - Cidade do Cérebro
Publicado em 01 de fevereiro de 2007

A primeira obrigação dos homens e dos povos é a de afirmar sua própria identidade. Só a independência da mente (a programação da pessoa, a energia e o estado do SAPE da pessoa, seu intelecto, suas fun¬ções cognitivas guiadas pela razão) gera a independência econômica.



O ideal do Coordenador de Equipe não deve ser de ele mesmo tornar-se um gênio, mas, sim, de criar as condições para que o gênio se manifeste em cada um de seus alunos, no sentido de fazer que eles desenvolvam suas capacidades.



Somente a energia-homem é capaz de gerar independência tecnológica, tão cobiçada nos dias correntes, nos quais a inteligência e a criatividade constituem moedas fortes para conseguir um posto de trabalho.



Na "Declaração dos Direitos dos Homens" falta a afirmação de que "toda pessoa tem o direito de desenvolver sua inteligência e sua criatividade. "



É preciso alterar a Didática tradicional. Quase todos os campos de conhecimento humano têm evoluído bastante nos últimos anos. A Didática, não. Em geral, os professores procedem como seus professo¬res; estes imitam seus mestres numa caminhada para trás que remon¬ta à chamada Idade das Trevas, a Idade Média.

Não pode haver qualquer modificação significativa na educação que não seja centrada nas atitudes* dos professores, e é ilusório pensar-se de outro modo.

*Estamos usando a palavra atitude no sentido de "maneira usual de agir diante de determinadas situações".

Este livro é não só um alerta para que se altere o sistema didático, mas, sobretudo, fornece os elementos para isso, procurando-se que o ensi¬no conduza à decodificação não só do mundo aparente mas, principal¬mente, do "mundo oculto", constituído pelas analogias (semelhanças nas relações), que é um dos caminhos para se expandirem a inteligên¬cia e a criatividade. Há informações em tudo; tudo fala àquele que mantém seus sentidos alerta. Compete à Didática (do grego dtdaktlke, “a arte do ensino” fornecer os conhecimentos de como as pessoas formam significados, principalmente recorrendo a estudos de outras matérias, como a Emotologia, a verdadeira ciência do Ser Humano). É pre¬ciso tornar a aprendizagem significativa, isto é, o que se expõe ao aluno para que ele aprenda deve tocar-lhe nos significados. Deste modo, vamos criar as condições para que a inteligência e a criatividade se expandam.



A inteligência não é hereditária; não é inata; o que é inata é a facul¬dade, a aptidão, a capacidade que permite a qualquer ser humano, que não seja caso patológico, chegar a ser inteligente.



Nada existe no intelecto que não tenha estado antes nos sentidos, a não ser a própria faculdade intelectual. Eis aí outra forma de se provar que a inteligência racional pode ser desenvolvida. Mas há também outro tipo de inteligência, a do SAPE, que precisa ser levada em consideração, em primeiro lugar. Este tipo de inteligência foi chamado pelo autor deste artigo de GRANDE INTELIGÊNCIA, quando lançou sua tese em congresso, em Estocolmo, Suécia, em 1984, de que a inteligência depende mais do sistema límbico (estruturas do cérebro mais responsáveis pelas emoções) que do intelecto. O autor usou a expressão "grande inteligência" com o propó¬sito de evitar o termo "emocional", que é uma palavra polissêmica*, isto é, com vários sentidos, e, portanto passível de gerarem equívocos. Não obstante, esse cuidado do autor, o norte-americano Daniel Goleman lançou seu livro "Inteligência Emocional", em outubro de 1995.



O ser humano está geneticamente equipado para falar, mas não nasce com a linguagem articulada. O que um homem normal possui por hereditariedade, os outros homens normais também o possuem. Daí por diante, o que se pode fazer com um cérebro é fruto da experiência**.

*Ver no livro Descubra e Use Sua Inteligência Emocional.

**Ver o livro O Cérebro é o Único Órgão que se Pode Desenvolver, do mesmo autor.

Nós herdamos a faculdade de nos desenvolvermos, mas o desenvolvimento depende de nós. A inteligência é resposta a estímulos.



Se os seres humanos podem tornar-se mais inteligentes não há ne¬nhuma razão para que não Ihes demos as condições para que desen¬volvam a inteligência e a criatividade para poderem usufruir de melhor qualidade de vida.

O ser humano é, como tudo que existe na Natureza, expressão da Energia Criadora Universal e ele mesmo irradiador de energia.



O desenvolvimento das capacidades humanas como elemento de auto-realização busca que cada indivíduo seja ele mesmo e não um gênio, no sentido que se tem atribuído comumente a esta palavra tão mal interpretada.

O sistema educativo tem partido da falsa premissa de que inteligência não se ensina e não se aprende. Por isso, nós temos arcado com todas as conseqüências desta falsa premissa.

O homem não está determinado por nenhum fator intrínseco, senão pelo que ele decida fazer. Todavia, essa decisão é influenciável, sugestionável, programável. A simples idéia de que há "povos supe¬riores", "povos adiantados", "povos desenvolvidos" pode funcionar como inibidora do desenvolvimento da inteligência e da criatividade de ou¬tros povos, rotulados eufemisticamente de "em vias de desenvolvi¬mento." Em certos casos, a palavra passa a ser um julgamento, uma condenação: "subdesenvolvido". A frase "nos trópicos não florescerá uma civilização", que só pode ter sido cunhada por interesses colonialistas, tem grande poder inibidor, geradora de bloqueios, princi¬palmente culturais. Substancialmente, os homens não são iguais. As diferenças individuais não significam inferioridade. A diversidade existe para criar igualdade.



A teoria dos racistas do século XIX e defendida por alguns no sécu¬lo XX está errada.

Assim como a inteligência é a resposta do Homem às suas necessi¬dades, que geram estímulos, móbeis para a ação, assim também deve ser o processo educativo.

Ciência e técnica, para quê? Para acabar com a fome, para gerar alimentos, para que não haja menores abandonados à própria desgra¬ça. Para que a desnutrição não aumente a legião de retardados men¬tais por lesões irreversíveis no sistema nervoso.

A inteligência é potencialidade, é faculdade; portanto, algo que se desenvolve, mas não se recebe pronta.

Diz-se que o fator hereditário contribui com a porcentagem de 60% a 70% ou 80% na inteligência. Mesmo que seja assim, ainda sobra muito espaço para outros fatores, como o berço (ambiente em que a pessoa vem ao mundo e se cria) e a educação (a maneira pela qual se desenvolvem suas capacidades).

Especula-se que há de 90 a 96% de reservas cerebrais humanas não exploradas. Repete-se muito, sem qualquer base científica, que o ser humano usa apenas 10% (dez por cento) de suas capacidades. De qualquer forma, o ser humano é a maior fonte de energia a ser pesquisada.

Somente a energia "ser humano" é capaz de gerar independência tecnológica. Muitos se esquecem de que embutida em cada invento há a idéia do inventor. Sem ela, não haveria o produto da criatividade.

Os tecnocratas podem arrumar seus projetos com tudo aquilo que suas técnicas Ihes permitem ver; todavia, estará faltando "algo" sem o que os projetos falham, as leis não "pegam", os planos não dão certo... estará faltando o ser humano. Ninguém administra senão gente. Antes de leis, regulamentos, normas, precisamos de atitudes. E a atitude da pessoa perante a vida depende do estado do SAPE no cérebro desta pessoa, como sempre repetimos. Podemos dizer que a mente é o es¬tado do SAPE.



A Aprendizagem Acelerativa é o lado humano da aprendizagem.



Há quem pense erradamente que a inteligência é uma função do cérebro, uma vez que ela é uma função do organismo. O cérebro é o principal órgão da inteligência: a estrutura neuronal do córtex torna possível a inteligência racional, chamada por nós de PEQUENA INTELlGÊNCIA e o sistema límbico tem as condições para a inteligência, que é a continuação dos instintos, ou seja, a GRANDE INTELIGÊN¬CIA, que torna possível a inteligência emocional. A mente depende do cérebro para se manifestar em forma de comportamento e de produ¬to. O cérebro é, portanto, um órgão a serviço da mente, esta respon¬sável pelas atitudes.



A mentalidade é um processo de natureza estritamente sócio-cultural que exerce influência sobre o cérebro e o organismo,

A inteligência é um produto da própria cultura; por isso, a "cultura do fracasso", isto é, a pobreza, a miséria faz a criança ter um sentimen¬to que tende a limitar seus objetivos educacionais auto-impostos, e que deve ser combatido com todos os recursos que possamos mobilizar, principalmente com os conhecimentos de Emotologia e sua aplicação nas variadas situações da vida.

Sabemos que grande parte do descontentamento da juventude de hoje e que a causa de muitas frustrações dos adultos é em razão de sua energia potencialmente criadora não encontrar válvula de escape. A escola deve representar ação. A aula deve ser uma construção rea¬lizada pelo coordenador da equipe e alunos (membros desta equipe).

A educação sistemática, como vem sendo ministrada, mostra-se ine¬ficaz para a nossa época e para equipar os educandos com os elementos que Ihes permitam enfrentar a vida de hoje e o futuro. Em alguns aspectos, ela con¬tribui para a formação de frustrados, pois, sem urgente reformulação didática, não dá aos educandos a oportunidade de desenvolverem a personalidade e suas capacidades, o que, uma vez conseguido, pro¬porciona a verdadeira segurança individual. O homem é naturalmente solidário. Nasceu para participar. Frustrar é justamente não poder o homem satisfazer suas necessidades de ser total em sua personalida¬de, isto é, o conjunto de suas potencialidades, faculdades, capacidades e aptidões.

O BOM RESULTADO DO ALUNO ACONTECE PRIMEIRO NA MENTE DO PROFESSOR.





 


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