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O Escanteio prega as suas surpresas

Prof. Fernando Ferretti
Publicado em 12 de dezembro de 2010

No domingo próximo passado, dia 05 de dezembro vimos pela TV o Corinthians (SP) sagrar-se, aliás, merecidamente, campeão da Taça Brasil de Clubes em Jaraguá do Sul – SC.

Numa partida equilibradíssima (4X3) os paulistas bateram os gaúchos da ACBF de Carlos Barbosa. Os derrotados tiveram uma grande atuação e depois de estar perdendo por 4 X 1 ,estiveram muito perto de conseguir o empate e forçar a prorrogação,não fosse um pequeno- grande detalhe.Tomaram dois gols de escanteio e devem estar se lamentando até agora.

Isto porque, dentro do raciocínio médio da maioria dos treinadores, tomar gols de escanteio e ainda mais numa final, e principalmente num placar tão apertado, é inadmissível.

Ééé.....e não é !!! Vejamos por que:

Em primeiro lugar, na cobrança de escanteio existe uma supremacia numérica considerável da defesa contra o ataque, pois são cinco defensores contra três atacantes. O goleiro do time atacante, está longe e o cobrador não podem nem devem fazer gol direto. Então porque sai tantos gols em cobrança de escanteio?

Porque aos defensores é impossível controlar bola e o homem a ser marcado, ao mesmo tempo. A bola estará sempre fora do campo visual do marcador ou este perderá o atacante para controlar a bola. As duas coisas ao mesmo tempo são difíceis e em alguns momentos impossível. Por isso três atacantes vivem levando vantagem sobre cinco defensores e os gols saem,como saíram na final.

Se entendermos este conceito, a marcação homem feita no escanteio pelos gaúchos deixaram o goleiro e o marcador deste “vendido” e em dois gols idênticos.

Em segundo lugar, o que faz o marcador da primeira trave (o que deveria proteger o goleiro) quando se coloca perpendicular a linha de fundo? Eu respondo: Quase nada.

A imensa maioria dos passes nas jogadas de escanteio, não tem o destino da primeira trave e sim o centro da área ou os chutes de aproximação para a segunda trave ou ainda aos voleios de média e longa distância. Então quanto mais o homem da primeira trave na diagonal ficar, mais ajuda a defesa e ao goleiro. Talvez hoje o pessoal da ACBF não estivesse se lamentando. Claro que o Keké(autor de dois gols de escanteio) revelou ser um jogador que treina a jogada, além de ser forte e com presença na área,razão pela qual não pode estar sozinho com seu marcador, pois nos dois lances “atropelou” os marcadores (Marcenio e Sinoê). Se tivesse havido uma preocupação coletiva da defesa em marcar o excelente pivô, este teria menos chances de anotar.

Então é isso: Marcação homem no escanteio é pedir para tomar o gol e o homem da primeira trave esqueça a linha de fundo e feche diagonal.

E você que tem a paciência de me ler....o que acha ? Concorda? Discorda? Espero sua opinião.

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